Indicador de Migração

Após uma breve pausa nas atualizações deste indicador, o formulário de migração está completo e atualizado. Por meio do código único do aluno no Censo da Educação Superior, é possível acompanhar o fluxo dos alunos, suas situações em cada ano e o ano de ingresso nos cursos.

Uma migração ocorre quando identificamos que um aluno entrou em situação de evasão (desvinculado do curso, transferido para outro curso da mesma IES ou matrícula trancada), em algum curso em determinado ano do Censo e que apareceu novamente vinculado a outro curso a contar do ano da evasão.

De forma prática, ao gerarmos o relatório e selecionar o ano de 2018 na série histórica, obtemos a quantidade de alunos que entraram em situação de evasão no curso de origem no Censup de 2018 e aparecem vinculados a outro curso a partir deste ano. Uma das dimensões mais importantes deste indicador é a dimensão “Ano de ingresso no destino”, pois, a partir dela conseguimos identificar alunos que migraram e ingressaram no mesmo ano, ou, aqueles alunos que no processo de migração permaneceram em situação de evasão por mais tempo.

Pela complexabilidade deste indicador é necessário gerar relatórios específicos, ou seja, quanto maior o preenchimento dos campos de origem e destino, e dimensões claras, melhor será sua análise.

Exemplos de Migração

O indicador é composto pelos campos Ver Por, IES de origem e destino, Curso de origem e destino, Cidade de origem e destino, e modalidade de origem e destino além da opção de evasão e reingresso no mesmo ano.

Neste exemplo abaixo, analisamos as migrações de Porto Alegre para outras cidades. É notável que a maioria das migrações ocorreram na própria capital, entretanto, mesmo a cidade de São Leopoldo tendo mais instituições que Cachoeirinha, a quantidade de migrações no município de Cachoeirinha foi superior às migrações de São Leopoldo.

Quando analisamos migrações de modalidade é necessário considerar quatro cenários: alunos que estavam no presencial e permaneceram nele, ou seja, mudaram o curso, instituição ou cidade, assim como alunos no ensino à distância que se mantiveram na mesma modalidade. E também, os alunos que passaram do presencial para o EAD e do EAD para o presencial. Só em Porto Alegre tivemos 16,03% de alunos que migraram do ensino presencial para o ensino à distância em 2019.

Em outro exemplo específico, consideramos as migrações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul para a Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre, em que tivemos dois alunos que tinham como seu curso de origem Engenharia Química e migraram para o curso de Psicologia. Porém, essas migrações ocorreram em 2018 e esses alunos ingressam no destino em 2019.

Para analisar a evasão, este indicador é fundamental, pois, com ele é possível criar métricas que indiquem para onde os alunos estão indo, quais os cursos com mais migrações, em qual modalidade investir, conhecer os maiores concorrentes, entre outras informações. 

 

Boa análise!
Até a próxima.

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